Pesquisadores do GeoAtlantico levam ciência brasileira ao maior congresso de geoquímica do mundo.

Instituto participou ativamente do Goldschmidt 2026, em Montreal, com coordenação de sessões, palestras e trabalhos que colocaram a produção científica brasileira em evidência internacional.

O Instituto GeoAtlantico (IGA) marcou presença no Goldschmidt 2026, considerado o principal congresso internacional dedicado à geoquímica e às Ciências da Terra. O evento foi realizado entre os dias 12 e 17 de julho, no Palais des congrès de Montréal, em Montreal, no Canadá, reunindo pesquisadores de diversos países para apresentar descobertas científicas e discutir temas relacionados à evolução do planeta.

A participação do IGA contou com apresentações orais, painéis científicos e coordenação de sessões. Representaram o instituto a coordenadora Monica Heilbron (UERJ), o vice-coordenador Fabrício Caxito (UFMG), Henrique Bruno (UERJ), Anderson Costa (UERJ) e Claudio Valeriano (UERJ).

Para Anderson Costa, a participação no evento representa uma oportunidade de ampliar o alcance da ciência produzida no Brasil. “Participar do Goldschmidt 2026 foi uma oportunidade de mostrar ao mundo a qualidade da ciência produzida pelo Instituto GeoAtlantico. Além de apresentar pesquisas inéditas sobre a evolução da Terra e o magmatismo brasileiro, nossos pesquisadores coordenaram uma sessão científica internacional e fortaleceram o diálogo com especialistas de diversos países. Essa participação amplia a visibilidade do Instituto e reafirma seu compromisso com a produção de conhecimento de excelência.”

Entre os destaques esteve a organização da sessão Mantle Metasomatism, Alkaline Magmatism, and Lithospheric Evolution: From Deep Processes to Petrogenetic Modelling, coordenada por Anderson Costa dos Santos (UERJ/IGA), Júlia Mattioli Rolim (GEOTOP/UQAM), Guilherme Loriato (UERJ) e Guilherme Gonçalves (UnB). A programação também contou com a participação da professora Katie Smart, da TU Bergakademie Freiberg, como palestrante convidada.

A sessão reuniu estudos sobre metassomatismo mantélico, evolução da litosfera, magmatismo alcalino, sistemas isotópicos, mineralogia, petrologia e novas abordagens de modelagem petrogenética, incluindo o uso de inteligência artificial e aprendizado de máquina.

Outro destaque da participação brasileira foi a organização da sessão “The Proterozoic: Tracing the Dynamic Interplay Between Geodynamic, Orogenic, Climatic and Paleoenvironmental Processes”, coordenada por Monica Heilbron, Fabrício Caxito e Marina Seraine. A atividade recebeu dezenas de trabalhos de pesquisadores de diferentes países e promoveu discussões sobre a evolução do Proterozoico sob diferentes perspectivas geológicas.

Além da organização de sessões, pesquisadores do IGA também apresentaram resultados de pesquisas desenvolvidas no Brasil.

Henrique Bruno realizou uma apresentação oral com o trabalho “The Mantiqueira-Juiz de Fora Arc System: A Statherian-Orosirian Record of Crustal Growth and Reworking in the Southern Minas-Bahia Orogen, Brazil”, abordando aspectos da evolução crustal no Orógeno Minas-Bahia Meridional.

A coordenadora do IGA, Monica Heilbron, apresentou o trabalho “Contrasting Neoproterozoic Magmatic Arc Systems of Ribeira Belt, SE Brazil: Geodynamic Implications”, destacando diferentes sistemas de arcos magmáticos neoproterozoicos da Faixa Ribeira e suas implicações para a evolução geodinâmica do Sudeste brasileiro.

Já Claudio Valeriano apresentou, na sessão de painéis, o trabalho “Diachronic Generation of Juvenile and Crustal Archean Leucogranites in Southwestern São Francisco Craton, Brazil: Major/Trace Elements, Nd-Sr Isotopes and LA-ICPMS U-Pb Data”, que reúne dados geoquímicos, isotópicos e geocronológicos para investigar a formação de leucogranitos arqueanos no sudoeste do Cráton São Francisco.

Segundo Anderson Costa, participar de um congresso dessa dimensão também fortalece as pesquisas desenvolvidas pelo Instituto por meio da troca de experiências com pesquisadores de diferentes países. “Estar presente no maior congresso mundial de geoquímica permite que nossas pesquisas sejam discutidas com alguns dos principais especialistas da área. Esse intercâmbio de ideias gera novas colaborações, aperfeiçoa metodologias e abre oportunidades para projetos internacionais, beneficiando diretamente as pesquisas desenvolvidas pelo Instituto e a formação de estudantes e jovens pesquisadores.”

Anderson Costa destaca ainda que a presença brasileira em eventos científicos internacionais contribui para ampliar a visibilidade da produção nacional e fortalecer a cooperação entre instituições. “Levar a ciência brasileira para um evento como o Goldschmidt é mostrar que o Brasil tem muito a contribuir para responder às grandes questões sobre a evolução do planeta. Também é uma forma de dar visibilidade às nossas universidades e instituições de pesquisa, valorizando o conhecimento produzido no país e criando novas oportunidades de cooperação científica internacional. Cada trabalho apresentado fortalece a presença do Brasil no cenário científico mundial e demonstra que investir em ciência gera conhecimento, inovação e desenvolvimento para a sociedade.”

Renata Correia – Jornalista

Informações para imprensa: institutogeoatlantico1@gmail.com