Vice-coordenador do Instituto GeoAtlantico apresentou pesquisa sobre a formação do supercontinente Gondwana em evento realizado nos Estados Unidos.
O professor Fabrício Caxito (UFMG), vice-coordenador do Instituto GeoAtlantico, representou o Brasil no congresso internacional Geological Society of America Connects, realizado em Denver, no Colorado, Estados Unidos. No dia 14 de outubro, o pesquisador apresentou o trabalho South American and West African records of Gondwana assembly (Registros da América do Sul e da África Ocidental sobre a formação de Gondwana).
Caxito participou como palestrante convidado da sessão From Rodinia to Gondwana: Supercontinent Assembly, Breakup, and Earth System Change, dedicada à formação e à fragmentação de supercontinentes e às mudanças no sistema terrestre ao longo do tempo geológico.
O convite foi feito pelos professores Nicholas Swanson-Hyssel e Francis MacDonald, especialistas internacionais em paleogeografia e tectônica global, áreas que estudam a distribuição dos continentes no passado e os processos responsáveis pela movimentação e transformação da crosta terrestre.
Para Caxito, a participação em eventos dessa dimensão contribui para ampliar a presença da ciência produzida no Brasil e no hemisfério sul nas discussões científicas internacionais.
“A importância da representação do Instituto GeoAtlantico e do Brasil em eventos desta dimensão é enorme, para integração e representação do hemisfério sul nos modelos globais e como reconhecimento do trabalho dos pesquisadores brasileiros e africanos e sua importância no contexto mundial”, destaca o professor.
Além de divulgar os resultados das pesquisas, a presença em congressos internacionais pode favorecer a formação de parcerias e o desenvolvimento de novos projetos científicos. Segundo o pesquisador, essas oportunidades ajudam a aproximar cientistas brasileiros de grupos de pesquisa de referência em outros países.
“A participação em eventos globais, além de funcionar como uma vitrine e mostrar o trabalho dos pesquisadores brasileiros para o mundo, abre novas portas para colaborações em grupos de pesquisa de ponta internacionais, onde os pesquisadores brasileiros podem contribuir de igual para igual”, afirma.
A participação de Fabrício Caxito no congresso reforça a importância da cooperação científica internacional e da divulgação de pesquisas sobre a história geológica dos continentes. Também amplia a visibilidade do trabalho desenvolvido por pesquisadores brasileiros e africanos para a compreensão dos processos que moldaram a Terra ao longo de bilhões de anos.






