Instituto GeoAtlantico e Sociedade Interativa fortalecem projetos científicos e impulsionam criação de atlas inédito sobre Martin Vaz

Iniciativas integram pesquisa, ensino e extensão e ampliam o acesso ao conhecimento geológico no Brasil.

A Faculdade de Geologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FGel- UERJ) tem avançado em uma série de projetos que unem pesquisa científica, formação acadêmica e divulgação das geociências. Nesse cenário, o apoio do Instituto GeoAtlantico tem sido fundamental para fortalecer iniciativas que ampliam o alcance do conhecimento geológico e promovem a integração entre universidade e sociedade.

Entre os destaques está o Projeto GEMOBRA, voltado ao estudo da gênese e evolução do magmatismo offshore brasileiro, com foco na Cadeia Vitória–Trindade. A iniciativa reúne pesquisadores de diversas instituições e investiga processos geodinâmicos, geoquímicos e petrológicos ligados à formação do Atlântico Sul, contribuindo para o avanço da ciência no país.

No campo da divulgação científica, o projeto “Geociência Interativa – Sociedade Consciente” busca aproximar o público do universo das geociências. A proposta inclui a criação de materiais didáticos, conteúdos digitais, aplicativos e visitas guiadas, tornando o conhecimento mais acessível e estimulando o interesse de estudantes e da população em geral.

Já na área de extensão, o projeto “Incorporação de tecnologia no aprendizado da geociência” aposta no uso de ferramentas digitais e metodologias inovadoras para transformar o ensino, com a criação de acervos digitais, plataformas interativas e materiais educativos voltados à formação de professores e alunos.

É nesse contexto que surge o Atlas Petrográfico de Martin Vaz, uma obra que reúne descrições detalhadas e imagens microscópicas de rochas do arquipélago, servindo como referência científica e material didático. O atlas representa um dos principais resultados dessas iniciativas integradas e reforça a importância da produção científica com impacto educacional.

Segundo Anderson Costa, professor de geologia da UERJ e pesquisador do Instituto GeoAtlantico, a ideia do projeto nasceu da necessidade de democratizar o acesso ao conhecimento científico. “Esse projeto veio da ideia de fazer o conhecimento científico de acesso fácil para todos conhecer as ilhas oceânicas brasileiras. Como o acesso físico a locais como Trindade e Martin Vaz é difícil, nós resolvemos transformar trabalhos acadêmicos em produtos de extensão, levando a ciência de forma mais simples para a sociedade”, explica.

Ele também destaca a relevância geológica da região estudada. “O arquipélago Martin Vaz é o registro geológico mais jovem do Brasil, com rochas entre 75 e 120 mil anos, o que o torna extremamente importante para a pesquisa científica”, afirma.

Sobre o papel institucional, Anderson reforça a contribuição do IGA: “O instituto apoia a pesquisa com pesquisadores para discussão dos dados e contribui para uma ciência inclusiva e de ponta”.

Para Hugo Lopes, a importância do atlas vai além do registro científico. “A relevância científica do atlas está no fato de ele funcionar como um mosaico técnico de um tipo muito particular de magmatismo. Essas ilhas são raras e ajudam a contar a história do vulcanismo alcalino no Brasil”, destaca.

Ele também ressalta o valor das imagens petrográficas. “A petrografia é uma disciplina essencialmente visual. Ter um material que ilustre as características das rochas é fundamental e muitas vezes indispensável para o aprendizado”, explica.

Pensando no futuro, Hugo acredita que o projeto deixa um legado importante. “Esse formato une o caráter didático e científico, podendo inspirar novos trabalhos com diferentes tipos de rochas e em outras regiões do Brasil”, conclui.

Com o apoio do Instituto GeoAtlantico, iniciativas como essas demonstram como a integração entre ensino, pesquisa e extensão pode ampliar o impacto da ciência, formar novos pesquisadores e tornar o conhecimento mais acessível à sociedade.

Encontre o material no site: https://www.lcm.com.br/site/

Autores:
Hugo Lopes de Carvalho (UFRRJ)
Gabriela Rodrigues Caitano (UFF)
Anderson Costa do Santos (UERJ)
Thais Mothé Maia (USP)

Editor:
Paulo André P. Marques

Produção editorial:
Dilene Sandes Pessanha

Fotos aéreas da ilha de Martin Vaz:
Leandro Arrais Bevilaqua

Arte, capa e diagramação:
Hugo Lopes de Carvalho

Prefácio:
Monica Heilbron

Apoio e parcerias:
Faperj, CNPq, CAPES, Marinha do Brasil, Instituto GeoAtlantico, UERJ, Instituto Dom Luiz, LabMeg UFRRJ, Geobiotec, Pesquisas científicas na Ilha da Trindade – Protrindade, UFRRJ, USP, Sociedade Interativa, PROCIÊNCIA, produtividade CNPq, DEPEXT-UERJ, PPGG FGEL-UERJ, PPGMEG UFRRJ, LIGA UFRRJ. 

Renata Correia – Jornalista

Informações para imprensa: institutogeoatlantico1@gmail.com