Miguel Tupinambá integrou mesa-redonda de encerramento do 7º Colóquio Ibero-Americano Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto, realizado em Belo Horizonte.
O pesquisador Miguel Tupinambá, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e do Instituto GeoAtlantico (IGA), participou no último dia 15 de maio do 7º Colóquio Ibero-Americano Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto, realizado na Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte. O evento foi organizado pela Cátedra UNESCO em Paisagem Cultural e reuniu pesquisadores de diferentes áreas para discutir as relações entre território, patrimônio e meio ambiente.
Tupinambá integrou a mesa-redonda de encerramento do colóquio, com a apresentação “A água na Paisagem Cultural”. Segundo o pesquisador, a experiência foi marcada pela troca de conhecimentos entre diferentes campos acadêmicos. “Foi gratificante trocar experiências com profissionais da arquitetura e da geografia”, destacou.
A mesa também contou com a participação do arquiteto Tadeu de Brito Melo, representante do CIRAT – Centro Internacional de Água e Transdisciplinaridade, que abordou aspectos culturais da água dentro da paisagem cultural. A mediação ficou a cargo do professor Leonardo Castriota, um dos titulares brasileiros da Cátedra UNESCO em Paisagem Cultural, ao lado do professor Rafael Winter.
Durante o encontro, Tupinambá destacou a importância da integração entre os estudos do Morfotektos — Grupo de Pesquisa em Geomorfologia e Tectônica, do qual é líder — e os aspectos físicos e culturais relacionados à água na formação das paisagens. Para ele, compreender a geomorfologia da área continental brasileira e sul-americana é essencial para analisar a chamada Paisagem Cultural, marcada pelas transformações promovidas pela ação humana ao longo do tempo.
O pesquisador também ressaltou a relevância científica do tema discutido. Segundo ele, a água exerce papel fundamental na formação de argilominerais do regolito, suavizando formas do relevo, abastecendo aquíferos, corpos hídricos e contribuindo para os ciclos geoquimicos que sustentam a vida na Terra.
Além das discussões acadêmicas, o evento abriu espaço para futuras colaborações institucionais. Entre os desdobramentos apontados por Tupinambá estão a possibilidade de atuar como pesquisador colaborador da Cátedra UNESCO em Paisagem Cultural e o fortalecimento de parcerias com pesquisadores da UFMG e da Universidade Federal de São João del-Rei.
Na avaliação do pesquisador, eventos como o colóquio têm papel estratégico para ampliar a presença da geologia e da geografia física nos debates sobre paisagem cultural, ao mesmo tempo que disseminam o conhecimento geocientífico na sociedade.
Renata Correia – Jornalista
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